quarta-feira, 3 de junho de 2015

Em nota, governo Paulo Câmara pede que professores continuem em sala de aula



Foto: Heudes Régis/JC Imagem.Em meio a um cenário desfavorável para governo pernambucano, por conta do balanço das contas do último quadrimestre que ultrapassaram o limite prudencial, o governo do Estado lançou uma nota em resposta aos professores, que retomaram a greve na sexta-feira 29 de maio, pedindo que eles continuem em sala de aula.
Em nota, o governo faz um apelo pela volta dos professores às salas de aula e lembra que os estudantes, que estão prestes a realizar o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), serão os mais prejudicados com a paralisação. “O Governo reitera o apelo aos docentes para que continuem em sala de aula, a fim de não causar prejuízos irreparáveis, principalmente, aos estudantes que estão prestes a realizar as provas do ENEM”, diz a nota.
A categoria reivindica o aumento de 13,01% para os quase 50 mil docentes. Na terça-feira (26), o Governo do Estado aprovou a primeira das três progressões automáticas previstas, somando 7,01% de aumento para os professores e 6,12% para analistas e quadro administrativo até o final do ano. No entanto, a proposta foi rejeitada pelo O Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Pernambuco (Sintepe).
Porém, a negociação se tornou ainda mais complicada depois da divulgação no Diário Oficial do último sábado (30) do balanço das contas do último quadrimestre.
O documento aponta que os custos com servidores ultrapassaram o limite prudencial, que equivale a 46,55%, de acordo com a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). De janeiro a abril, a despesa atingiu 47,23%. Em números absolutos, o percentual equivale a R$ 8,9 bilhões.
Esse quadro frustra as expectativas dos servidores estaduais que estão prestes a ingressar na mesa de negociação com o governo.
O presidente do Sintepe, Fernando Melo, defende que uma proposta de médio e longo prazo para cumprir a promessa de campanha de dobrar o salário dos professores. “A gente compreende que a questão dos limites legais tem efeito. Mas a gente também entende que dentro de um processo de negociação o governo poderia acenar com alguma coisa para o futuro”, disse.

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