sábado, 18 de outubro de 2014

Lazer Eletro Está Sendo Vítima”, Diz Advogado

A Polícia Civil de Pernambuco apreendeu mais de 300 produtos irregulares na última terça-feira (14). / Foto: Reprodução / TV Jornal

A Polícia Civil de Pernambuco apreendeu mais de 300 produtos irregulares na última terça-feira (14).Foto: Reprodução / TV Jornal Célio Avelino, advogado da Laser Eletro, afirmou em coletiva de imprensa nesta quinta-feira (16), que a Laser Eletro é vítima do distribuidor que vendeu produtos roubados à rede de lojas. Cerca de 300 aparelhos foram apreendidos na segunda parte da Operação Tela Plana, desencadeada na última terça-feira (14), pela Polícia Civil de Pernambuco. Tzeng Guo Uen, 55 anos, sócio da Laser Eletro, foi preso mais uma vez.
Segundo o advogado, a polícia tomou decisões equivocadas. “A Laser Eletro está sendo vítima de um distribuidor desonesto, Jonathan Araújo da Silva, e também do entendimento extremamente equivocado da polícia”, comenta. Avelino ressaltou que o primeiro posicionamento da rede de lojas ao saber que os televisores eram roubados foi procurar outros produtos que foram adquiridos no mesmo distribuidor para, em seguida, tirá-los do stand de vendas e direcioná-los a um galpão, onde ficariam à disposição da Polícia. Ele encaminhou um requerimento para que a Polícia Civil apure a responsabilidade penal de Jonathan, titular da distribuidora. “A Lazer Eletro não tem obrigação de investigar os distribuidores, isso é obrigação da polícia”, completa.
O chinês naturalizado brasileiro e sócio da rede, Tzeng Guo Uen, conhecido como Ricardo, teve a prisão preventiva decretada ontem. Avelino já deu entrada na revogação da prisão e a acusa polícia de prender com base em suposições, sem investigação. Guo Uen permanecerá no Centro de Observação e Triagem Professor Everardo Luna (Cotel) até a liberação do alvará de soltura.
ENTENDA O CASO - A Operação Tela Plana II foi deflagrada na última terça-feira (14). Ela é a continuidade de uma ação iniciada em setembro para apreender televisores roubados que estavam sendo vendidos pela rede de lojas Laser Eletro. Desta vez, a polícia apreendeu mais de 300 produtos irregulares, dentre televisores, aparelhos de som, tablets, câmeras fotográficas e outros eletroeletrônicos. O material foi encontrado nas lojas da Região Metropolitana do Recife e no Agreste do Estado e está avaliado em cerca de R$ 300 mil.

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